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Reason code Visa 13.5: termos de venda apresentados incorretamente

O código 13.5 da Visa trata da divergência entre a oferta e os termos de venda aceitos. Entenda quando ele se aplica, como responder e os prazos.

O que é o código 13.5 e quando ele se aplica

O código 13.5, “Misrepresentation”, é aberto quando o portador afirma que o lojista apresentou os termos da venda de forma incorreta ou incompleta. Em outras palavras, o que foi dito ou escrito antes da compra não corresponde às condições que o portador aceitou. O problema pode estar, por exemplo, em uma cobrança futura omitida ou em uma promessa comercial incompatível com o contrato.

O 13.5 trata de como a venda foi apresentada. Se a reclamação for exclusivamente sobre a qualidade ou a condição do produto ou serviço entregue, o 13.5 é inválido. Esse tipo de caso pertence ao código 13.3.

Fonte da condição e do limite com o 13.3: Visa Core Rules §11.10.6.1, Tabela 11-116 (ID# 0030337), e §11.10.6.3, Tabela 11-118 (ID# 0030339).

Além de cumprir o prazo explicado adiante, a abertura exige todos estes requisitos:

  1. O portador contesta os termos da venda. Ele precisa afirmar que a apresentação verbal ou escrita do lojista não corresponde ao que foi aceito.
  2. O portador tentou resolver o problema antes. A tentativa deve ser feita com o lojista ou, se a empresa estiver em liquidação, com quem conduz o encerramento de suas obrigações.
  3. O valor está limitado à parte atingida. A disputa alcança apenas a parte não utilizada do serviço cancelado ou o valor da mercadoria devolvida ou cuja devolução foi tentada.

Se a mercadoria estiver retida por uma alfândega no país do lojista, a responsabilidade por ela continua sendo do lojista.

Fonte da tentativa de resolução, do limite de valor e da regra de alfândega: Visa Core Rules §11.10.6.2, Tabela 11-117 (ID# 0030338).

A Visa também deixa expresso que o código cobre estas situações:

  1. Teste, promoção, oferta introdutória ou compra avulsa com cobranças posteriores. A compra ocorreu em ambiente sem cartão presenteÉ a transação feita sem o cartão físico diante do lojista, como uma compra online, por telefone, por correio ou uma cobrança recorrente., e o portador não foi avisado com clareza de que haveria outras transações depois da compra.
  2. Serviços ligados à revenda de multipropriedade, ou timeshare. Entram a revenda, a assessoria de revenda e a recuperação de taxas ligadas a um imóvel que o lojista não possui.
  3. Serviços financeiros corretivos vendidos sem cartão presente. A lista inclui consolidação de dívidas, reparo ou aconselhamento de crédito e hipoteca, alívio de execução e redução dos juros do cartão.
  4. Suporte técnico ou software anunciado de forma imprecisa. Também entra software que contém download malicioso.
  5. Promessas de renda ou de recuperação de dinheiro. A regra inclui oportunidades de negócio, venda adicional para gerar renda, promessa de recuperar recursos sem prestar o serviço e telemarketing ativo.
  6. Investimentos com saque recusado. É o caso de produtos como opções binárias ou negociação de moeda estrangeira quando o lojista não permite retirar um saldo disponível.

Essas situações não eliminam os requisitos anteriores. Elas esclarecem o alcance do código e não criam uma dispensa para a tentativa de resolução, para o limite de valor ou para o prazo.

Fonte das situações abrangidas: Visa Core Rules §11.10.6.2, Tabela 11-117 (ID# 0030338).

Mesmo quando o portador alega divergência nos termos, a disputa é inválida se pelo menos uma destas quatro exclusões estiver presente:

  1. A transação foi classificada como Straight Through ProcessingClassificação operacional usada pela Visa. Neste código, o que importa é o registro indicar esse tipo, pois a Tabela 11-118 o exclui do 13.5..
  2. A reclamação é sobre imposto sobre valor agregado (VAT).
  3. A reclamação é exclusivamente sobre qualidade. Ela deve ser tratada no 13.3.
  4. A reclamação atinge a parcela de cash-backÉ o saque em dinheiro entregue pelo lojista junto de uma compra. No 13.5, somente essa parcela em dinheiro fica excluída. de uma transação Visa Cash-Back.

Fonte das quatro exclusões: Visa Core Rules §11.10.6.3, Tabela 11-118 (ID# 0030339).

Quando o problema real for outro, confira o código correspondente: 13.1 para o que não foi recebido; 13.2 para cobrança recorrente cancelada; 13.4 para mercadoria falsificada; 13.6 para crédito não processado; e 13.7 para mercadoria ou serviço cancelado.

Quanto tempo cada parte tem no Visa 13.5

1 bloco representa 30 dias corridos.

  1. EmissorAbrir a disputa 13.5A contagem começa quando a transação é processada pela Visa ou o portador recebe a mercadoria ou o serviço, o que ocorrer depois.
    Até 120 dias corridos
  2. EmissorAbrir a disputa 13.5 com negociações anteriores comprovadasA contagem começa quando o emissor recebe a primeira notificação do portador sobre a disputa.
    Até 60 dias corridos
  3. EmissorProcessar a disputa 13.5 dentro do teto absolutoA contagem começa quando a transação é processada pela Visa.
    Até 540 dias corridos
  4. AdquirenteApresentar um caminho de defesa permitido pela VisaA contagem começa quando a disputa é processada pela Visa.
    Até 30 dias corridos
  5. EmissorResponder à defesa do adquirenteA contagem começa quando a defesa do adquirente é processada pela Visa.
    Até 30 dias corridos
  6. AdquirenteResponder à tentativa de pré-arbitragem do emissorA contagem começa quando a tentativa de pré-arbitragem do emissor é processada pela Visa.
    Até 30 dias corridos
  7. EmissorPedir que a Visa decida o casoA contagem começa quando a resposta do adquirente à pré-arbitragem é processada pela Visa.
    Até 10 dias corridos
Estes são os limites da Visa.O prazo interno para o lojista enviar documentos pode ser menor; confirme-o com seu adquirente.Fonte:Visa Core Rules, Tabelas 11-119 (ID# 0030340) e 11-2 (ID# 0030213)

Quem abre a disputa e o que acontece depois

O emissor, banco ou instituição que emitiu o cartão, abre o 13.5 em nome do portador no VROLVisa Resolve Online é o sistema da Visa em que o emissor abre a disputa e o adquirente envia a resposta e os documentos do caso.. O lojista não abre o caso nem responde diretamente à Visa.

O emissor precisa apresentar todos os itens aplicáveis ao caso. Além de explicar como a fala ou o texto do lojista diverge dos termos aceitos, ele certifica a tentativa de resolução e a data em que o portador recebeu a mercadoria ou o serviço. Se houve devolução ou cancelamento, informa as datas e, quando aplicável, transportadora, rastreio, recebimento pelo lojista ou recusa da devolução.

Em uma disputa de investimento, o emissor também apresenta o registro da conta com a data, o valor pedido e o saldo disponível no momento da solicitação de saque, além do reconhecimento do lojista de que recebeu o pedido e o processaria. Se o portador não consegue acessar o site, cabe ao emissor provar que a conta está inacessível ou inativa.

Fonte dos documentos exigidos do emissor: Visa Core Rules §11.10.6.5, Tabela 11-120 (ID# 0030341).

O emissor pode usar uma destas duas rotas de prazo:

  1. Rota normal de 120 dias corridos. A contagem começa na Data de Processamento da Transação ou na data em que o portador recebeu a mercadoria ou o serviço, valendo a data posterior.
  2. Rota alternativa de 60 dias corridos. A contagem começa quando o emissor recebe a primeira notificação do portador, mas as duas condições precisam estar presentes: a notificação traz evidência de negociações anteriores e essas negociações ocorreram dentro de 120 dias da Data de Processamento da Transação. Para abrir por esta rota, o emissor certifica as datas e apresenta a evidência das negociações.

Nas duas rotas, a Data de Processamento da Disputa não pode ultrapassar 540 dias corridos da Data de Processamento da Transação.

Fonte das duas rotas e do teto: Visa Core Rules §11.10.6.4, Tabela 11-119 (ID# 0030340), e §11.10.6.5, Tabela 11-120 (ID# 0030341).

Depois da abertura, o adquirente, instituição que representa o lojista na rede Visa, tem 30 dias corridos da Data de Processamento da Disputa para enviar uma Dispute ResponseResposta formal que o adquirente envia pelo VROL para contestar a disputa com pelo menos um dos fundamentos aceitos pela Visa.. O lojista entrega os documentos ao adquirente dentro do prazo operacional informado por ele ou pelo processador.

Se o emissor mantiver a contestação, pode iniciar a pré-arbitragemEtapa em que o emissor enfrenta a prova apresentada pelo adquirente antes de pedir uma decisão da Visa. em até 30 dias. Se a resposta do adquirente cumpriu os requisitos, o emissor precisa certificar que mostrou a evidência ao portador e explicar por que ele ainda contesta. O adquirente tem outros 30 dias para aceitar a responsabilidade ou recusar. Sem acordo, o emissor pode pedir a arbitragem da Visa em até 10 dias da Data de Processamento da resposta à pré-arbitragem.

Fonte do fluxo e dos prazos de resposta: Visa Core Rules §11.2.3, Tabela 11-2 (ID# 0030213).

Antes da defesa, confira se esta disputa é inválidaUma única condição comprovada basta para contestar a validade.
  • A disputa é relacionada exclusivamente à qualidade ou à condição da mercadoria ou do serviço entregue — esse caso pertence ao código 13.3, não ao 13.5.
  • A transação é Straight Through Processing.
  • A disputa é sobre imposto sobre valor agregado (VAT).
  • A disputa é sobre a parcela de cash-back de uma transação Visa Cash-Back.
  • O portador não tentou antes resolver a questão com o lojista ou com quem conduz a liquidação da empresa.
  • A disputa foi aberta fora da rota normal de 120 dias, sem cumprir a rota alternativa de 60 dias por negociações anteriores, ou depois do teto de 540 dias.

Fonte:Visa Core Rules §11.10.6.3 — Invalid Disputes, ID# 0030339 (com §11.10.6.2, ID# 0030338, e §11.10.6.4, ID# 0030340)

Como reduzir o risco desse código

A prevenção começa por garantir que a mesma condição apareça em todos os pontos da venda. A Visa recomenda que anúncios, páginas online, recibos e roteiros de venda por telefone descrevam a mercadoria ou o serviço de forma exata, completa e sem induzir o cliente a erro.

Três cuidados preservam essa coerência e a futura defesa:

  1. Guarde o que o portador viu e aceitou. Arquive a versão do anúncio, da oferta e dos termos apresentada na compra. Data, hora e histórico de versões ajudam a ligar o documento à transação, mas a Tabela 11-121 não exige um formato específico de captura.
  2. Separe a concordância com cobranças futuras. Em teste, promoção, oferta introdutória ou compra avulsa sem cartão presente, obtenha concordância expressa no momento da transação inicial. Uma referência genérica escondida nos termos não demonstra, sozinha, essa concordância.
  3. Avise antes de cobrar novamente. Envie um aviso que possa ser comprovado pelo menos 7 dias antes da data da transação futura contestada. A concordância inicial não substitui esse aviso.

A política de devolução não muda a análise do 13.5. Mesmo que esteja publicada, uma política restritiva ou sem reembolso não prova que os termos foram apresentados corretamente.

Fonte das orientações de prevenção e da política de devolução: Visa Dispute Management Guidelines for Visa Merchants, Condição 13.5, pp. 43–44. Fonte das duas obrigações sobre cobranças futuras: Visa Core Rules §11.10.6.6, Tabela 11-121 (ID# 0030342).

Evidências de defesa que o lojista precisa reunir

Comprovar os termos

A Tabela 11-121 usa a expressão “evidência de um dos seguintes”. Portanto, o adquirente precisa comprovar pelo menos um destes cinco fundamentos na Dispute Response:

  1. Crédito ou estorno não considerado. Apresente o comprovante com o valor e a data em que o crédito ou o estorno já foi processado pelo lojista.
  2. A disputa é inválida. Demonstre que se aplica pelo menos uma das quatro exclusões descritas acima: Straight Through Processing, imposto sobre valor agregado, reclamação exclusivamente sobre qualidade ou parcela de cash-back.
  3. O portador não contesta mais. Apresente carta ou e-mail do próprio portador declarando que não contesta mais a transação.
  4. A oferta correspondia aos termos aceitos. Mostre os termos aceitos e a documentação que liga esses termos à transação. A defesa precisa enfrentar a divergência concreta apontada pelo portador, e não apenas afirmar que a venda foi regular.
  5. Houve concordância e aviso sobre transações futuras. Esta rota vale para teste, promoção, oferta introdutória ou compra avulsa sem cartão presente. Aqui, as duas provas são obrigatórias: concordância expressa com transações futuras no momento da transação inicial e aviso dessas transações pelo menos 7 dias antes da data da cobrança. Uma sem a outra não cumpre a rota.

Fonte dos cinco fundamentos e da exigência conjunta na quinta rota: Visa Core Rules §11.10.6.6, Tabela 11-121 (ID# 0030342). Fonte dos documentos de crédito, desistência e defesa dos termos: Visa Dispute Management Guidelines for Visa Merchants, Condição 13.5, p. 43.

Em uma disputa de investimento, a orientação da Visa ao lojista é provar que não havia saldo disponível para saque. O registro deve corresponder ao momento do pedido contestado. Se o lojista efetivamente processou o saque, os comprovantes podem reforçar a rota geral de que os termos não foram apresentados de forma enganosa, mas a Tabela 11-121 não cria um sexto fundamento separado.

Fonte da defesa em investimentos: Visa Dispute Management Guidelines for Visa Merchants, Condição 13.5, p. 43. Fonte da estrutura das rotas: Visa Core Rules §11.10.6.6, Tabela 11-121 (ID# 0030342).

Se nenhum fundamento se aplica e a alegação do portador é válida, a orientação da Visa é aceitar a disputa. Reunir mais anexos não corrige a ausência de uma rota permitida.

Perguntas frequentes

Quando uma venda pode receber o código de chargeback Visa 13.5?

“Misrepresentation” é a condição de disputa em que o portador afirma que as declarações verbais ou escritas do lojista não correspondem aos termos de venda aceitos. O código trata de como a venda foi apresentada, não exclusivamente da qualidade do que foi entregue.

O Visa 13.5 é diferente do Visa 13.3 em quê?

O 13.3 trata da descrição, da qualidade ou da condição da mercadoria ou do serviço entregue. O 13.5 trata dos termos da venda. Se a reclamação for exclusivamente sobre qualidade, ela é inválida no 13.5 e pertence ao 13.3.

Que defesa o lojista pode apresentar para um chargeback 13.5?

O adquirente envia uma Dispute Response pelo VROL em até 30 dias corridos da Data de Processamento da Disputa. A resposta precisa comprovar pelo menos um dos fundamentos da Tabela 11-121: crédito ou estorno não considerado, disputa inválida, desistência do portador, correspondência entre a oferta e os termos aceitos ou, em certos casos sem cartão presente, consentimento expresso e aviso prévio.

Quais provas a Visa pede após um teste ou uma oferta promocional?

Em uma compra sem cartão presente feita como teste, período promocional, oferta introdutória ou compra avulsa, o lojista precisa provar duas coisas ao mesmo tempo: o portador concordou expressamente com transações futuras no momento da transação inicial e foi avisado dessas transações pelo menos 7 dias antes da data da cobrança. Uma prova sem a outra não basta.

A política de devolução ajuda a contestar um Visa 13.5?

Não. As diretrizes da Visa para lojistas dizem que a política de devolução não interfere em uma disputa 13.5. Uma política restritiva ou sem reembolso, por si só, não rebate a alegação de divergência entre a oferta e os termos aceitos.

Até quando o emissor pode abrir uma disputa 13.5?

A rota normal permite a abertura em até 120 dias corridos da Data de Processamento da Transação ou da data em que o portador recebeu a mercadoria ou o serviço, o que for posterior. Há uma rota alternativa de 60 dias da primeira notificação ao emissor quando existem negociações anteriores comprovadas e elas ocorreram dentro dos 120 dias da transação. Em qualquer rota, o teto é de 540 dias da Data de Processamento da Transação.

Veja todos os códigos de chargeback Visa ou volte para o Conhecimento.

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