Reason code Mastercard 4860: o que significa e como responder
O Mastercard 4860 trata de reembolso prometido ou devido que não foi processado. Veja quando é válido, como responder e quais são os prazos.
O que é o código 4860 e quando ele se aplica
O código 4860, “Credit Not Processed”, trata do reembolso que o lojista prometeu ou devia fazer, mas não processou. O portador reconhece que participou da compra. Portanto, a discussão não é sobre fraude: é sobre o direito ao reembolso e sobre o que aconteceu depois da venda.
O 4860 é um código legado, mas ainda pode ser usado em transações do Dual Message SystemÉ o fluxo da Mastercard em que a autorização e a apresentação financeira da compra são enviadas em mensagens separadas. O 4860 continua aceito nesse fluxo fora das transações domésticas da China continental.. A Mastercard recomenda o 4853 e informa que eliminará o 4860 no futuro, sem indicar uma data. Isso significa que o código não deve ser tratado como aposentado enquanto a regra ainda permite seu uso.
Para que um 4860 seja válido, todos estes requisitos gerais precisam estar presentes:
- O portador participou da transação. Se ele nega a compra, a alegação é de fraude e precisa seguir outro código.
- Pelo menos uma das cinco condições de reembolso ocorreu. O emissor precisa registrar qual delas sustenta o chargeback.
- O emissor recebeu uma das formas de documentação aceitas. A prova muda conforme a origem da alegação.
- A abertura respeitou a espera e o prazo aplicáveis. A regra comum exige 15 dias de espera e limita a abertura a 120 dias, com exceções explicadas abaixo.
As cinco condições são alternativas. Basta pelo menos uma:
- O lojista prometeu o reembolso, mas não o processou. O acordo pode aparecer na comunicação com o portador ou em outro documento do lojista.
- A política de reembolso não foi divulgada. O lojista não informou os termos no momento da venda e depois se recusou a aceitar a devolução do produto ou o cancelamento do serviço.
- O lojista não respondeu. O portador tentou devolver o produto ou cancelar o serviço, mas não recebeu resposta.
- O reembolso foi reduzido sem aviso adequado. O lojista devolveu apenas parte do valor sem ter divulgado corretamente essa condição.
- O crédito de imposto não foi emitido. O lojista deixou de conceder o crédito de imposto sobre valor agregado, identificado na regra como VAT.
Fonte dos requisitos, das cinco condições e do status do código: Mastercard Chargeback Guide, Merchant Edition, capítulo “Cardholder Dispute Chargeback”, pp. 150 e 272–276.
O suporte do emissor também segue uma lógica de alternativas. Ele precisa ter pelo menos uma destas três rotas:
- Uma carta, um e-mail ou uma mensagem direta do portador, ou um Form 1221É o Dispute Resolution Form — Cardholder Dispute Chargeback. O emissor o preenche a partir de uma conversa com o portador para registrar a reclamação e os requisitos da disputa.. Esse relato precisa explicar como pelo menos uma condição ocorreu, por que o reembolso é esperado e qual produto ou serviço foi comprado.
- Um documento do próprio lojista mostrando que o crédito é devido ao portador.
- A prova de que o crédito em loja foi divulgado de forma inadequada, acompanhada da explicação do portador.
Fonte da documentação exigida: Mastercard Chargeback Guide, Merchant Edition, pp. 273–274.
O 4860 não vale para transações domésticas da China continental, que usam o 4853. Também há uma exclusão específica para transações identificadas pelos MCCsMerchant Category Codes são números usados pela rede para identificar a atividade do lojista. Nesta regra, alguns códigos de viagem e entretenimento seguem uma condição própria quando há voucher para uso futuro. 3000 a 3999, 4411, 4511, 4722, 6513, 7011, 7512, 7519 e 7922 quando o lojista forneceu um voucher para uso futuro e divulgou corretamente essa solução nos termos. Nesses casos, é preciso avaliar a subcondição própria de viagem e entretenimento do 4853.
Quanto tempo cada parte tem no Mastercard 4860
1 bloco representa 10 dias corridos.
- EmissorEsperar 15 dias antes de abrir o chargeback 4860A espera começa quando o documento de reembolso é emitido, o serviço é cancelado ou o produto é devolvido, salvo as exceções de abertura imediata.15 dias de espera
- EmissorAbrir o chargeback 4860A contagem começa quando o documento de reembolso é emitido, o serviço é cancelado ou o produto é devolvido; para crédito de VAT, a transação é liquidada.Até 120 dias corridos
- AdquirenteEnviar a segunda apresentaçãoA contagem começa quando o chargeback é liquidado.Até 45 dias corridos
- EmissorAbrir a pré-arbitragemA contagem começa quando a segunda apresentação do adquirente é liquidada.Até 30 dias corridos
- AdquirenteAceitar ou recusar a pré-arbitragemA contagem começa quando o emissor envia a pré-arbitragem no Mastercom.Até 30 dias corridos
- EmissorPedir que a Mastercard decida o casoA contagem começa quando o adquirente recusa a pré-arbitragem.Até 15 dias corridos
Quem abre a disputa e o que acontece depois
O emissor, banco ou instituição que emitiu o cartão, abre o 4860 em nome do portador. Na regra comum para transações brasileiras, ele espera 15 dias corridos a partir da data do documento de reembolso, do cancelamento do serviço ou da devolução do produto. Depois, pode abrir dentro de 120 dias corridos, contados do mesmo marco. Para um crédito de VAT, os 120 dias começam na Data de LiquidaçãoÉ a data registrada pela Mastercard para a liquidação da transação. Ela funciona como dia zero para o prazo de abertura do crédito de VAT e para outros prazos do caso. da transação.
O emissor pode abrir antes dos 15 dias quando a espera faria o prazo de 120 dias vencer. Também pode abrir imediatamente se tiver um documento do lojista orientando a obter o reembolso por chargeback, uma prova de crédito em loja divulgado de forma inadequada ou um recibo de transação anulado pelo lojista. Quando o documento de reembolso não tem data, a contagem passa para a manifestação do portador; se ela também não tem data, vale o dia em que o emissor a recebeu.
Fonte dos prazos e das exceções de abertura: Mastercard Chargeback Guide, Merchant Edition, pp. 274–276.
Depois da abertura, o adquirente, instituição que representa o lojista na rede Mastercard, pode enviar uma segunda apresentaçãoÉ a resposta formal do adquirente ao chargeback. Nela, o adquirente escolhe um fundamento permitido e envia os registros do lojista que enfrentam a alegação do portador. pelo MastercomÉ o sistema da Mastercard usado pelo emissor e pelo adquirente para enviar disputas, respostas e documentos do caso.. Para uma transação brasileira, o prazo da bandeira é de 45 dias corridos da Data de Liquidação do chargeback. O adquirente ou processador pode pedir os documentos ao lojista antes desse limite.
Se o emissor não aceitar a resposta, em geral abre a pré-arbitragemÉ a etapa em que o emissor pede nova análise depois da segunda apresentação, antes de levar o caso para decisão da Mastercard. em até 30 dias. A nova manifestação do portador precisa ser posterior à segunda apresentação e responder à defesa. O adquirente tem 30 dias para aceitar ou recusar; sem ação, aceita a responsabilidade financeira. Depois da recusa, o emissor tem 15 dias para levar o caso à arbitragem da Mastercard. Para ATM e Maestro, a pré-arbitragem é opcional e há regras próprias de escalada.
Fonte da segunda apresentação, da pré-arbitragem e da arbitragem: Mastercard Chargeback Guide, Merchant Edition, pp. 276–293.
Antes da defesa, confira se esta disputa é inválidaUma única condição comprovada basta para contestar a validade.
- O portador nega ter participado da transação. Isso é uma alegação de fraude, não de reembolso não processado.
- Nenhuma das cinco alegações permitidas ocorreu: reembolso acordado e não processado; política de reembolso não divulgada acompanhada de recusa da devolução ou do cancelamento; falta de resposta do lojista; reembolso reduzido sem divulgação adequada; ou crédito de VAT não emitido.
- O emissor não tem pelo menos uma forma aceita de suporte: manifestação detalhada do portador ou Form 1221; documento do lojista mostrando que há crédito devido; ou prova do crédito em loja divulgado de forma inadequada acompanhada da explicação do portador.
- A única reclamação é arrependimento contrário a uma política de reembolso que foi divulgada no momento da venda. Quando os termos foram informados, o portador precisa segui-los.
- A transação pertence a um dos MCCs de viagem e entretenimento excluídos e o lojista forneceu um voucher para uso futuro, conforme termos divulgados corretamente.
- É uma transação doméstica da China continental. Nesse caso, a Mastercard determina o 4853, não o 4860.
- O emissor abriu o chargeback fora da janela aplicável ou antes da espera obrigatória, sem que uma das exceções de abertura imediata estivesse presente.
Fonte:Mastercard Chargeback Guide, Merchant Edition (19/05/2026), capítulo Cardholder Dispute Chargeback, pp. 150 e 272–286
Como reduzir o risco de receber um 4860
As medidas abaixo vêm das condições que a Mastercard exige na abertura e na defesa:
- Mostre a política antes do pagamento. Termos de devolução, cancelamento, reestocagem, reembolso parcial, crédito em loja ou ausência de reembolso precisam aparecer no momento da venda. Guarde a versão aceita pelo portador.
- Registre cada promessa de reembolso. Ligue a conversa ou o comprovante à compra, ao valor e à data combinada. Acompanhe o caso até a confirmação do processamento.
- Guarde a referência do reembolso. Registre data, valor, meio de pagamento e a referência da transação. Isso permite provar que o crédito foi feito e evita uma devolução em duplicidade.
- Responda a devoluções e cancelamentos. Documente o recebimento do pedido, a decisão tomada e a solução oferecida. O silêncio do lojista é uma das condições que permitem o chargeback.
- Explique qualquer redução antes de aplicá-la. Se a política permite descontar uma taxa ou conceder apenas crédito em loja, a divulgação e a aceitação precisam existir antes da compra.
Fonte das medidas derivadas das condições de abertura e defesa: Mastercard Chargeback Guide, Merchant Edition, pp. 272–282.
Evidências de defesa que o lojista precisa reunir
O lojista entrega os registros ao adquirente, que responde no Mastercom. A Mastercard permite a segunda apresentação quando pelo menos um destes cinco fundamentos ocorreu:
- O reembolso não era devido ao portador.
- A documentação usada no chargeback parece parcialmente alterada ou falsificada.
- O produto devolvido chegou ao lojista alterado em relação ao item original.
- O reembolso já havia sido feito.
- O chargeback é inválido, por exemplo por falta de requisito, atraso, duplicidade, referência incompatível ou documentação ausente, ilegível, incompleta ou de outro caso.
Fonte dos cinco fundamentos de segunda apresentação: Mastercard Chargeback Guide, Merchant Edition, pp. 276–286.
Para discutir se o reembolso era devido, há exatamente uma de duas rotas aplicáveis ao mesmo valor contestado:
- O reembolso já foi processado. Guarde a data, o valor e a ARDAcquirer Reference Data é a referência da transação enviada pelo adquirente. Na defesa, ela permite localizar o reembolso que resolveu o valor contestado.. Se o crédito foi para a mesma conta Mastercard, a regra dispensa documento adicional, mas o adquirente identifica a data e a referência no DE 72É o campo Data Record da mensagem enviada à Mastercard. Nesta defesa, ele leva o texto CRED, a data e a referência do reembolso.. Se o pagamento ocorreu por outro meio, reúna a prova de que o valor chegou ao portador.
- O reembolso não era devido. Apresente a explicação do lojista. Se ela depende de termos especiais, junte também a política exibida e aceita no momento da venda, como o recibo presencial com os termos impressos ou o registro do clique de aceite no comércio eletrônico.
Não combine essas duas rotas como se ambas fossem obrigatórias. Para o mesmo valor, ou o lojista devolveu o dinheiro, ou sustenta que não precisava devolvê-lo. Um reembolso parcial exige separar o valor já devolvido do valor que a política permitia reter.
Nos outros fundamentos, a prova deve enfrentar a causa específica. Se o documento parece adulterado, explique de forma concreta o que foi alterado ou falsificado. Se o produto devolvido foi modificado, documente o recebimento, a inspeção e a diferença em relação ao item vendido. Se a falha é processual, identifique exatamente o requisito descumprido pelo emissor. Uma afirmação genérica de que “a venda foi válida” não responde a um 4860.
Fonte das provas e da lógica das rotas: Mastercard Chargeback Guide, Merchant Edition, pp. 277–286.
Perguntas frequentes
O que significa o chargeback Mastercard 4860?
É o código legado Credit Not Processed. Ele trata da situação em que o portador participou da compra, mas afirma que um reembolso prometido ou devido não foi processado. Também alcança política de reembolso não divulgada, falta de resposta à devolução ou ao cancelamento, reembolso parcial sem divulgação adequada e crédito de VAT não emitido.
O código 4860 ainda pode ser usado?
Sim. No Dual Message System, fora das transações domésticas da China continental, a Mastercard ainda permite o 4860, embora recomende o 4853. A regra diz que o 4860 será eliminado no futuro, mas não informa uma data. Portanto, uma notificação 4860 recebida hoje não deve ser tratada como erro nem como código aposentado.
O que o emissor precisa para abrir um 4860?
Todos os requisitos gerais precisam estar presentes: o portador participou da transação, pelo menos uma das cinco alegações permitidas ocorreu, o emissor recebeu uma das formas aceitas de documentação e a abertura respeitou o prazo. Quando a justificativa vem do portador, ela precisa explicar como a condição ocorreu, por que o reembolso é esperado e qual produto ou serviço foi comprado.
Como o lojista pode contestar um Mastercard 4860?
O lojista envia os registros ao adquirente, que faz a segunda apresentação. Para discutir o mérito do reembolso sobre o mesmo valor, há exatamente uma de duas rotas: provar que o reembolso já foi feito ou provar que ele não era devido segundo termos divulgados no momento da venda. Também existem fundamentos independentes para documento adulterado, mercadoria devolvida alterada ou chargeback processualmente inválido.
Qual é o prazo para responder a um Mastercard 4860?
Para transações brasileiras, a Mastercard dá ao adquirente 45 dias corridos, contados da Data de Liquidação do chargeback, para enviar a segunda apresentação. O adquirente ou processador pode exigir que o lojista entregue os documentos antes. Na abertura, o emissor normalmente espera 15 dias e tem até 120 dias, contados da documentação do reembolso, do cancelamento ou da devolução; há exceções descritas na regra.
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